quarta-feira, 30 de junho de 2010

Abandone o Luxo ou sua Pregação

* Tio Zeca
zecacapitalista@gmail.com
www.zecacapitalista.blogspot.com


É uma história interessante, apesar de ter acontecido lá na França, há 800 anos, porque ainda é atual para alguns personagens de nossa cidadezinha. Acompanhe:

Os papas daquela época (medieval) consideravam os cátaros hereges, com crenças perigosamente subversivas. Os cátaros acreditavam que o mundo era mau e que havia sido criado pelo capeta. Acreditavam que os seres humanos passavam por uma série de reencarnações antes de se tornarem espíritos puros, o que representa a presença de Deus do Amor. Eles tinham uma vida simples e viviam longe da luxúria e da auto-indulgência.

Os cátaros eram totalmente contrários à doutrina católica e se referiam a Igreja Romana como imoral e corrupta - política e espiritualmente. Foram épocas difíceis para Igreja Romana. Era mais que natural que a Igreja desejasse expurgar tais idéias. O extermínio dos cátaros e a extinção da seita cátara faziam parte da plataforma eleitoral dos pretendentes a se tornarem papas.

O comandante militar da Cruzada Albigense era o bispo Arnold Amaury, que exercia o bispado em Citeaux com todas as honras, luxo e vantagens que a posição lhe oferecia. Certa vez, todo pomposo, coberto de veludos e ouro - luxo digno de um príncipe - apareceu com seu cortejo para pregar aos cátaros, falando como se fosse um Apóstolo. As pessoas descrentes das convicções cristãs do bispo cruzado gritavam: “abandone o luxo ou sua pregação!”.

Voltando para nossa cidadezinha oito séculos depois, vemos que alguns personagens locais também merecem escutar o grito de “abandone o luxo ou sua pregação”. Gente que defende o socialismo, desde que se divida o que pertence aos outros e não o seu patrimônio. Pessoas que apóiam os sem-terra, desde que não invadam sua terra. Aqueles que defendem ditadores como os irmãos Castro, o porra-louca Chávez e o cocaleiro Morales, mas que nem sonham ir morar naqueles paraísos bolivarianos. Ainda, os que defendem o doidão iraniano Armadinhodesdejá em sua pretensão atômica, mas que jamais iriam viver na república democrática islâmica do Irã. Gente que anda de Mercedes-Benz, mas que diz que só tem fusca. Os que querem um país melhor, com um Estado cada vez maior e mais atuante (“mais forte”), mas que não dão recibos pelos serviços prestados ou nota fiscal da mercadoria vendida. Esquerdistas festivos que culpam as elite, a direita, o Império, a Globo e a Veja pela miséria dos brasileiros, mas que comem com talheres de ouro no restaurante mais caro do mundo. Para todos esses patriotas demagogos, o nosso grito estridente de vuvuzela: “abandone o luxo ou sua pregação”.


* Tio Zeca é seca-pimenteira que apóia a campanha interplanetária do “Cala Boca, Dr. Magalha” (twitter.com/calabocamagalha).

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cotas para Espermatozóides

* Tio Zeca
zecacapitalista@gmail.com
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Não é justo que os mais lentos, os mais vagarosos, os lerdinhos não alcancem seu objetivo. Não interessa se remam contra a maré, se nadam de ré ou se seu cavalo é um pangaré, todos merecem um lugar ao sol. Não é lindo?

O Júlio (fã do Tio e desafeto do doutor) tem razão: daqui a pouco o Dr. Magalha, justo que só ele, irá lançar a campanha de Cotas para os Espermatozóides. Afinal, por que só um espermatozóide pode penetrar o óvulo? Dr. Magalha justifica a campanha de cotas porque os espermatozóides que aprenderam a nadar (ou tentaram aprender) em escolas públicas terão uma grande desvantagem em relação aqueles vindos de escolas particulares. Segundo sua grande e maravilhosa tese, não adianta melhorar o ensino nas escolas públicas porque quanto melhores elas ficarem, melhores ainda serão as escolas particulares. Entendeu? Não? Mas será o Benedito? O Dr. Magalha diz que é melhor deixar o ensino público na porcaria que é porque nunca conseguirá ser melhor que o ensino particular. Inteligente esse doutor!

Voltando para dentro do saco, os espermatozóides que se declararem afrodescendentes receberão cotas para também penetrarem no óvulo. É justo, defende o Dr. Magalha. Não interessa se o fulano em questão não tenha se dedicado a fundo para merecer o lugar. Não interessa se os outros que se declaram “comuns” terão que se dedicar em dobro porque as políticas de cotas lhe reduziram a chance de chegar lá. Meritocracia pra porra nenhuma! O que vale é a “raça” (como se existissem raças humanas!) e não “ter raça”.

* Tio Zeca é seca-pimenteira-senador-tuitero apoiador do movimento mundial “Cala Boca, Dr. Magalha” (twitter.com/calabocamagalha).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cala Boca, Dr. Magalha

* Tio Zeca
zecacapitalista@gmail.com
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Tio Zeca voltou revigorado pelas longas férias que tirou. Férias do tipo de bolivariano governante, mas paga do próprio bolso em suaves parcelas financiadas pelo Amex Platinum, sem nenhum dindim público, nem cartão corporativo. Hotel cinco estrelas, restaurantes gourmet, carro de luxo, first class... Voltou para desespero do Dr. Magalha, da petezada, dos bolivarianos e dos ignorantes em geral, e para a alegria dos destros.

Como ficou longe do Página Um por tanto tempo, o Tio resolveu ler algumas edições publicadas durante suas merecidas férias sabáticas. Parece que a síndrome do puxa-saquismo que contaminou o articulista mais assíduo do diário continua a pleno vapor. Não tem governante local, e na região dos Campos Gerais, que não teve o saco alongado pelo bajulador articulista. De vereador a secretário municipal, de prefeito a deputado da região. Todos, sem exceção, bajulados. Basta ser governante. Nem dá pra comentar do endeusamento do Papa Lula e da Dilma Mandela.

Tio Zeca se une aos leitores Armando Tomazzoni, André Bueno, Tailson Sutil e Luigi Flores para protestar das bobagens bolivarinas publicadas no Página Um. Aproveitando a onda do Cala Boca Galvão, está lançada a campanha mundial do Cala Boca, Dr. Magalha. Pode ser que o alcance mundialmente pretendido para a campanha se restrinja a região metropolitana de Castro, por total falta de interesse dos leitores no assunto, mas não tem problema. A ideia de copiar algo genial já é por si só genial. No caso original, o do Galvão, o bicho é o papagaio. No caso do Dr. Magalha, o bicho é o urubu de cabelo acaju - ave exótica ameaçada de extinção.

Faça como esses leitores de pouca paciência com bolivarianos e sente o sarrafo no Dr. Magalha. Acesse o twitter http://twitter.com/calabocamagalha ou o blog e descasque a lenha. Tá esperando o que? Mas será o Benedito?


* Tio Zeca é seca-pimenteira-senador-tuitero.