terça-feira, 20 de abril de 2010

Bandidos do Campo

* Tio Zeca
zecacapitalista@gmail.com
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É impressionante o que a televisão é capaz de fazer, ainda mais se estiver nas mãos de bolivarianos e financiada com o dinheiro público - o nosso dindim transformado em impostos. A TV “do povo”, idealizada por Franklin Martins, criada pelo Lula e paga pelos brasileiros, tem uma única finalidade, além de dar empregos à “companherada”: propaganda esquerdista.

Um dos programas mais bizarros apresentados na TV “do povo” foi sobre o MST (movimento clandestino e terrorista de bolivarianos “sem terra”). Música triste com solo de violão ao fundo enquanto o cameraman mostra os coitadinhos invasores montando barracos à base de bambus e lonas plásticas pretas, colocando suas tralhas dentro desses barracos, fazendo fogueiras para um cozido e hasteando a bandeira da pátria, da pátria vermelha deles: MST.

Num passeio de zoom, focaliza-se o arame farpado simbolizando o limite imposto pela propriedade privada e demonstrando que na pátria social do MST não há divisas, nem propriedade. A terra é de todos, não de quem a comprou. O solo de violão emociona os esquerdistas e os ignorantes das reais intenções do bando.

Como num passe de mágica negra, surgem os vilões da história: a polícia com um mandado de reintegração de posse. A música se intensifica para criar um clima de tensão a quem assiste ao drama. A polícia usa da força, já que o bando se nega a desocupar a fazenda invadida. O conflito está armado e a câmera volta a dar zoom, agora no rosto de homens e mulheres suando, berrando e sangrando pelo golpe de um cassetete policial. Sangue. É tudo o que desejava o cinegrafista e o repórter que narra aquela injustiça social. Coitados, pobres coitados.

A TV “do povo” não foi orientada para focalizar o gado roubado e abatido pelos invasores, o fertilizante e os defensivos agrícolas roubados para depois serem vendidos pelos líderes do movimento terrorista para receptadores inescrupulosos. Também não pode filmar os tratores, máquinas e implementos da fazenda invadida sendo depredados, incendiados e desmontados para serem vendidos. Não havia mais filme para capturar o bando invadindo e destruindo as casas dos funcionários da fazenda depois de terem carregado o televisor, o aparelho de som, os colchões... Coitados, pobres coitados.

Como qualquer bolivariano mal intencionado, o repórter esqueceu-se de falar que a polícia tem a atribuição constitucional do uso da força e que ela agiu mediante a autorização de um governador de estado que obedeceu a ordem de um juiz, tudo dentro da lei. Entretanto, os fora da lei, que arregimentam e cooptam pessoas da cidade lhes oferecendo cestas básicas e “salário” para participarem das invasões, são tratados como coitados oprimidos. São bandidos covardes que utilizam pessoas como uma massa de manobra para roubarem e imporem sua ideologia comunista. Gente coitada que serve de boiada. Enquanto isso, você continua pagando pela TV “do povo”. Coitado, pobre coitado!

* Tio Zeca é seca-pimenteira-senador telespectador da Globo e leitor de Veja. Dr. Magalha prefere a TV “do povo” e a Carta Capital.

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