* Tio Zeca
tiozecacapitalista@ig.com.br
www.zecacapitalista.blogspot.com
Prof. Cicy não aguenta tanta emoção quando se lembra do herói bolivariano Luiz Carlos Prestes. Junta água nos olhinhos. Se tem um comunista tupiniquim tão adorado e venerado por outros comunistas (só por eles) é o tal criador da Coluna Prestes. Seus trabalhos revolucionários se iniciaram em 1924, liderando uma rebelião de militares gaúchos e só acabaram quando ele foi chamado para a morada do capeta, em 1990. A história de Prestes e sua famosa Coluna não é contada só pela Prof. Cicy, na versão romântico-mentirosa socialista. Também é contada na versão capitalista. Quer saber esta outra versão? Então lá vai.
A revolta de jovens militares, conhecida como tenentismo, se iniciou em São Paulo, em 1924. Depois de serem bombardeados por tropas federais usando aviões, deram no pé e vieram bater em Foz do Iguaçu. Ao se encontrarem com a gauchada rebelada, formaram uma poderosa frente de combate a São Paulo ou Rio? Que nada! Fizeram algo mais “útil”: montaram uma Coluna e seguiram viagem para regiões remotas, muito pobres e sem proteção, no interiorzão do Brasil. Andaram e cavalgaram do Paraná para Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, todos os estados nordestinos e, fugindo, chegaram à Bolívia e Paraguai. Nossa Prof. Cicy ensinava que eles queriam “ver de perto” a exploração do povão pelos líderes econômicos locais, denunciar a miséria e conscientizar a população. Ela falava que esses visionários queriam “libertar” o povo. No fundo queriam arregimentar soldados para enfrentar o exército brasileiro, contudo, nunca tiveram apoio popular. Também pudera, por onde passavam saqueavam, roubavam, incendiavam, torturavam, extorquiam, estupravam e matavam. Quando sabiam da proximidade da Coluna, o povo dava no pé, fugia. A maioria dos integrantes da Coluna queria se aventurar e tirar proveito de cidades sem proteção do Estado.
Depois de amedrontar o Brasil, o herói Prestes fugiu pra Argentina e de lá foi para a União Soviética buscar o apoio do maior tirano da história da humanidade: Josef Stálin. Voltou com um time de conspiradores estrangeiros de “1° mundo” que viviam no Rio de Janeiro e se comunicavam através de bilhetes cheios de códigos. Todos recebiam “salários” e verbas enviadas diretamente por Stálin.
O herói Prestes tentou apoiar um golpe, iniciado por militares no nordeste, para derrubar Getúlio Vargas. Disparou mensagens codificadas para sua rede de contatos dando a data do golpe. Acontece que sua rede já havia sido desmantelada pelo governo e seus bilhetes foram um tiro no pé dos revolucionários. Por sua incompetência, a revolta foi derrotada antes mesmo de começar, ganhando o apelido de Intentona Comunista. Com a polícia no seu encalço, deu no pé com sua esposa-revolucionária-terrorista Olga Benário, judia alemã, deixando para trás centenas de documentos sobre a conspiração no interior do cofre de seu apartamento. Inteligente este herói bolivariano! Resultado: Prestes e Olga foram presos em 9 de março de 1936. Olga foi extraditada, grávida de sete meses, para a Alemanha nazista. Morreu 6 anos depois numa câmara de gás, desprezada pelos camaradas soviéticos, que odiavam revolucionários fracassados.
O herói Prestes também foi o responsável pela morte de Elza, codinome de Elvira Cupello Calônio, jovem empregada doméstica que entrou para o movimento por influência do namorado. Desconfiado de que ela traia o grupo, o herói a julgou e a condenou, através de um bilhete. Pena de morte! Foi enforcada e depois teve diversos ossos quebrados para o corpo poder caber num pequeno saco. Prestes e seus 3 comparsas foram condenados a penas de 20 a 30 anos de prisão pelo assassinato de Elza, mas anistiados por Getúlio Vargas, em 1945. Todos ficaram livres, então.
A guerrilha promovida pelos camaradas só fez piorar a agressividade do regime militar. Os guerrilheiros nunca lutaram pela liberdade, queriam a “ditadura do proletariado”. Se seus sonhos comunistas se realizassem, hoje o Brasil seria um Cubão, um Coreião do Norte ou, no mínimo, uma Venezuelão. Graças às trapalhadas, erros e atos irresponsáveis do herói Prestes que prejudicaram o próprio movimento, ficamos livres daqueles seus ideais maravilhosos. O sonho acabou, para nossa sorte, embora alguns dinossauros políticos ainda acreditem nele. Que este sonho comunista (socialista, bolivariano ou como queira chamar) se transforme em pesadelo eleitoral para a candidata Coroa, para a Prof. Cicy e outras coroas ideológicas.
* Tio Zeca é seca-pimenteira-senador que adora os heróis do Quarteto Fantástico.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Olá. Tenho 12 anos e cresci na quinta série ouvindo sobre o famoso herói Solano López. Até que li o abençoado livro "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil" que me fez pensar de uma maneira diferente ao ter um capítulo inteiro voltado para isso.
ResponderExcluirAgora, por favor, uma unica pergunta: Por que diabos esse cara maníaco, ambicioso, prepotente e inútil virou herói, mm? Se as coisas forem dessa forma, daqui a pouco vão fazer uma estátua de ouro do presidente Lula para colocar no lugar do Cristo Redentor.