terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Urucubaca Bolivariana II

* Tio Zeca
tiozecacapitalista@ig.com.br
www.zecacapitalista.blogspot.com


Como os argentinos, os venezuelanos também têm sofrido demais com o azar que os assola. Dizem que estão com uma urucubaca bolivariana braba, e até mais grave que a porteña. Os bolivarianos governantes da Venezuela são super-super dedicados, competentíssimos administradores, honestíssimos, como qualquer bolivariano da mais alta estirpe, e sempre estão imbuídos do melhor espírito de camaradagem para com seus próximos. Mas isso não tem sido suficiente para afastar a urucubaca dos bolivarianos. Veja quanto azar.

Os bolivarianos não tiveram tempo suficiente para poder socorrer os haitianos no terremoto que destruiu boa parte do país e matou milhares de pessoas. Nem para socorrer os outros essa turma tem tido sorte. Deve ser pela longa distância entre Caracas e Porto Príncipe (uns mil quilômetros) que permitiu ao Império (EUA) chegar antes. O tenente Chávez acusou a marinha americana de ter causado o terremoto, explodindo uma bomba atômica. O Dr. Magalha, sabendo da culpa dos americanos, pergunta indignado: “- Não é responsabilidade dos gringos de prestar socorro?” Coitados dos haitianos! Já não bastam tantas mazelas e sofrimentos e agora têm o Império obstinado em destruí-los ou escraviza-los?

Por puro azar dos venezuelanos, seu vice-presidente Ramón Corrizález, que também era Ministro da Defesa, saiu correndo e sua esposa, Yubirí Ortega, Ministra do Ambiente, também deu no pé. Acabam de renunciar. Sorte de eles conseguirem ver a tempo o abismo e pular fora da aeronave kamikaze bolivariana.

A urucubaca bolivariana venezuelana não acaba por aí. A maxi-desvalorização do Bolívar Fuerte, que agora só é meio-fuerte, também foi um azar terrível. Quando o Dr. Magalha fez uma expedição na Venezuela ano passado (leia o artigo Turismo Bolivariano no blog do Tio Zeca), já havia percebido a defasagem cambial. Seus dólares valiam 6 vezes mais no câmbio negro do que no câmbio oficial. Pena que ele percebeu isso quando já havia trocado muitos dólares (finanças luso-bolivarianas).

Os apagões de energia são constantes na República Bolivariana da Venezuela. Segundo a Prof. Cicy, aquele país, como o Brasil, tem alta incidência de descargas atmosféricas. Por puro azar, os raios caem justamente nos linhões estatais e o fornecimento de energia é interrompido frequentemente. Só por precaução, começaram com o racionamento de energia. Criativo que só ele, o cabo Chávez dá ótimas idéias ao seu povo. A última delas é não acender as luzes à noite (caso tenha energia); só usar um cendero para iluminar o caminho até a latrina. Os seca-senadores direitistas dizem que o cendero luminoso saiu do Peru e agora está na Venezuela.

O colapso capitalista que se iniciou no final de 2008 fez com que o preço do petróleo despencasse. Por puro azar, o petróleo é o principal (ou único) produto de exportação da Venezuela. Adivinha quem é o maior comprador do óleo venezuelano? O Império (EUA), claro. Não é muito azar os bolivarianos dependerem de uma economia capitalista para sobreviverem? É de se benzer!

A Prof. Cicy diz que os bolivarianos são extremamente inteligentes e preocupados com o bem estar do povo venezuelano. Para que a urucubaca que grudou em seus governantes não se alastrasse, resolveram retirar 6 emissoras de televisão do ar. Urucubaca também passa pelo ar.

Para os seca-senadores da extrema direita, a urucubaca venezuelana não tem cura. Está definitivamente condenada à morte. Só resta esperar o funeral com caixão e vela preta. E aqui no Brasil, os zumbis socialistas não veem a hora de serem desenterrados, ressuscitados, ressurgindo das cinzas. E os direitistas, de outro lado, comemoram antecipadamente o enterro da simpaticíssima bolivariana Coroa, com muitas coroas.

* Tio Zeca já comprou muitas coroas plásticas para o enterro eleitoral da Coroa. Seu ghost writer comprou fogos para o adeus a Lula.

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