segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Muro das Lamentações

* Tio Zeca
tiozecacapitalista@ig.com.br
www.zecacapitalista.blogspot.com



O muro caiu. Todo mundo sabe disso, todo mundo viu. O que é motivo de comemoração para muitos, não o é para todos. Recentemente, líderes de nações dos 4 cantos do planeta se reuniram em Berlim para comemorar os 20 anos da queda do muro que separava a cidade em duas: a parte selvagem, dos capitalistas, e a parte social, dos comunistas (neo-socialistas, “social-democratas” ou bolivarianos, tanto faz!). Teve show de música clássica, fogos, luzes, artistas e políticos conhecidos mundialmente. Apesar do frio intenso, uma multidão aplaudia com alegria a ruína do maior símbolo da imbecilidade socialista.

Mas, alguém viu um social-democrata bolivariano comemorando por lá? Nenhum? Certeza? Mas, nem o social-democrata Lula? E o seu assessor para assuntos internacionais Marco Aurélio Garcia (o megalonanico frustrado, segundo Veja) estava lá? E o Capitão Chávez? Os irmãos Castro, Evo Morales, Correa, Ortega, o casal Kirchner, o bispo papão Lugo estavam soltando foguetes nos festejos? E o democrata iraniano? Ninguém deles? Você tem certeza? Pois é, para eles o muro é de lamentações. Lamentam-se pelo fim de seus sonhos sociais, pelo fim da utopia socialista, da economia planejada e controlada, dos privilégios das lideranças do partido, do medo do proletariado, da liberdade individual espionada, de tantas estatais, da imprensa oficial e da possibilidade de desaparecer com os oposicionistas.

Antes fosse uma comemoração de nascimento ou morte de Bolívar ou do mártir argentino Che Guevara para que estivessem presentes. Há quem defenda o bandido e assassino Che e ainda se vista com camisetas que estampam seu rosto. Certamente, veríamos muitos desses líderes latino americanos assistindo ao desfile de suas tropas com estandartes de seus líderes. Impossível? Vá para Cuba e Venezuela, então.

Meu amigo Dr. Magalha diz que o Império (EUA) também tem um muro que os separa do submundo – o México e o resto da América Latina. A diferença do “muro imperial” com o “muro social” é que aquele é pra impedir que entrem no país selvagem e este era para impedir que saíssem do paraíso social.

Juntamente com o muro, outras imbecilidades socialistas também ruíram. Muitas delas eram ensinadas pela Prof. Cicy nos idos de 1980 como se fossem a salvação da humanidade. A primeira e mais romântica era a igualdade, segundo a qual todos seriam iguais, teriam garantidos seus sustentos pelo Estado, sem distinção. Ora, se Deus nos criou desiguais, não seria prepotência, ou no mínimo infantilidade, acreditar que um socialista qualquer nos tornaria todos iguais? Na prática o socialismo criou duas classes: a do povo reprimido e pobre e a dos amigos do partido, protegidos e privilegiados. Outra piada que a Prof. Cicy contava era que seria melhor ter o Estado como patrão a uma empresa privada. O Estado patrão só foi bom para os amigos do partido. Este patrão e seus gerentes são os mais incompetentes e corruptos que podem existir, sem nenhuma obrigação com o resultado e eficiência, nem com a probidade.

Tirando da conta os milhões de pessoas assassinadas pela revolução socialista, os bolivarianos demonstram sua cômica bipolaridade (primeiro sintoma para se diagnosticar um camarada portador de Bolivarianite), que é pra chorar de rir. Veja só um exemplo clássico desta doença que pode acometer pessoas susceptíveis a se encantar com a bravata socialista: enquanto o Dr. Magalha veste sua camiseta com a estampa de Obama, o critica por ter ganhado o prêmio Nobel da paz (como se fosse o americano quem tivesse implorado pelo prêmio). Outro exemplo: enquanto defende o doidão do Irã Armadinhodesdejá, Chávez, Fidel e outras bestas bolivarianas, ele faz turismo em países capitalistas de primeiro mundo (olha a redundância!). Quer mais um exemplo? Aí vai: a prof. Cicy mete o pau nas multinacionais (com razão, claro!), mas não vive sem seus produtos e serviços. A bipolaridade dos esquerdistas não é cômica? É de rir, pra não ter que chorar.



* Tio Zeca é seca-pimenteira-senador especialista em diagnóstico de Bolivarianite (atende gratuitamente, é só marcar uma consulta).

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